Caminho do Autoconhecimento

A Essência, a Força que anima este corpo e toda a matéria, é além da nossa concepção. As faculdades do corpo não conseguem captar o que é invisível, que é sem nome, sem forma e que as palavras não podem explicar - o que Somos, a Verdade Última.

Quero ser eu

Muitas pessoas dizem ‘eu quero ser eu’, sem saber o que isto significa. É o reconhecimento que algo está errado, que algo está insatisfeito, que algo está buscando pelo Eu Verdadeiro e nem sabe por onde começar. Neste momento a busca de si mesmo já começou. É o primeiro passo no caminho do autoconhecimento. Para poder ser eu preciso saber quem sou eu e quem não sou eu. Perdemos essa noção. Ela precisa ser acordada e reconquistada. Não é algo que é instantâneo. É um processo, se trata de uma jornada que requer força de vontade, determinação, comprometimento, perseverança, autocompaixão, coragem e muita paciência. Se trata do resgate de algo que foi esquecido há muito tempo. Esquecemos da nossa Natureza Divina, que somos seres espirituais que estão tendo uma experiência na matéria através de um corpo humano. A intenção era de experimentar o divino na matéria mas algo aconteceu que desviou deste objetivo e nos perdemos de nós mesmos. Acabamos nos identificando com a matéria e nos desligando do espírito. Estamos num momento onde o espírito está acordando e querendo retomar o seu lugar, que foi usurpado pela ignorância e o esquecimento. O sofrimento tomou posse da nossa existência neste planeta e nos mantém preso nas suas garras. Nossa verdadeira natureza é a bem-aventurança, manifestada através da alegria, da harmonia, do amor, da satisfação, da paz, da união, que se afirma na sensação de estar encaixado, de estar no lugar certo.

Onde foi que eu me perdi?

Para se achar primeiro precisa perceber que está perdido, para depois poder perguntar: Cadê eu? Onde foi que me perdi? Quem sou eu? Estas perguntas chamam a Verdade, elas comunicam a vontade de se encontrar. A palavra tem poder. O poder dela depende da intenção com a qual ela está sendo usada. Ela pode libertar ou aprisionar. Para poder usar a palavra com sabedoria se faz necessário de ter consciência. O caminho do autoconhecimento tem a expansão da consciência como objetivo. Mas isto só é possível para quem está pronto e disposto a olhar para si, a olhar para todos os enganos e equívocos, para quem está querendo se responsabilizar pelos próprios atos, para quem está querendo se libertar e arcar com o que este processo demanda.

Qual é a minha responsabilidade?

Queremos tudo rápido, sem ter que se esforçar muito, sem ter que pensar ou refletir e sem ter que se responsabilizar. Acusamos o mundo em nossa volta como culpados da nossa desgraça. Queremos que o mundo mude enquanto esperamos sem mexer nenhum dedinho. E acima de tudo ainda torcemos contra, xingamos e condenamos os que se colocaram na posição de liderança e erraram ou foram engolidos pela força do sistema e do inconsciente coletivo. É fácil jogar pedras a partir de um lugar seguro sem se colocar diante dos holofotes. Raramente alguém parece se perguntar: Qual é a minha responsabilidade? Porque meu mundo é do jeito que ele é? O que eu posso fazer para colaborar para um mundo melhor? Qual é a parte que me cabe?

Cada um vive num mundo particular

Vivemos num mundo compartilhado dentro do qual cada um vive num mundo particular com desafios específicos, conforme a história da alma de cada um. Este mundo onde nós vivemos foi criado especialmente para isto. Chamamos este mundo de ilusão. Essa “construção” nos faz perder e esquecer de nós mesmos e ao mesmo tempo é quem lembra de quem Sou. Se trata de um jogo muito bem bolado. Só tem como sair do aprisionamento da ilusão quando o jogador está disposto em abrir mão de todos os seus apegos, sejam materiais, emocionais, mentais ou espirituais. E isto enquanto a ilusão nos força em nos apegar a tudo que podemos perceber através do corpo e os sentidos atrelados a ele. O apego à matéria fez que a nossa “Natureza Verdadeira” fosse excluída. A Natureza Verdadeira é sem nome e sem forma, ela existe fora do tempo e ao mesmo tempo ela é a base de tudo que nos rodeia. Tudo surgiu dela, ela é a causa de tudo. Ela é a nossa origem, ela é o que Sou. Conhecer a Essência é equivalente a conhecer a si mesmo. Isto significa que tudo que eu acho que sou, não sou eu. Sou além. Todo este jogo só foi armado para primeiramente me enredar para depois poder me libertar, para finalmente poder experimentar o divino manifestado na matéria.

Nos contentamos com pouco

Para poder experimentar o divino se faz necessário saber discernir entre o que é falso e o que é verdadeiro, o que requer o estudo de si mesmo, que começa com o entendimento de como as coisas funcionam por aqui. Estamos condicionados em estudar o que está em nossa volta mas não fomos incentivados em olhar para nós mesmos, para o funcionamento da personalidade, da mente, das emoções, do ego etc. Desconhecemos o funcionamento do instrumento que nos foi dado para poder participar desta experiência. Acreditamos que somos o que nos foi contado. Nos contentamos com pouco. Negamos a nossa grandiosidade. É ela que precisa ser resgatada mas isto é só possível se nós abrimos mão de todos os enganos e distorções. Se nos damos o trabalho em separar o joio do trigo, quer dizer, se estamos dispostos em nos auto-investigar e olhar para verdades menos agradáveis e se transformar pouco a pouco num ser humano consciente e com qualidades humanas acordadas. A função de todo trabalho de autoconhecimento, de cura e de transformação íntima está em poder manifestar a natureza divina na matéria, que se resume em acordar a capacidade de amar a tudo e a todos. Se a nossa Essência é o Amor, se Sou Amor, o destino de todos nós está em amar.

Como funciona a Casa do Amor?

Na Casa do Amor os ensinos estão sendo guiados pelo Mistério. A palavra mistério carrega vários significados: Verdade, Vida, Consciência Pura, Ser, Eu Superior, Essência, Silêncio, Tudo, Nada, Deus, Guru etc. Ele serve como mestre ensinador que vem para espalhar o seu perfume e sua sabedoria. O estudo acontece de uma forma viva e prática, é um estudo direto que age sobre o sistema, vai entrando, agindo e pouco a pouco se integrando e acaba fazendo parte [...]